A denúncia do procurador-geral da República, Paulo
Gonet, contra Jair Bolsonaro por suposta participação em uma tentativa de golpe de Estado aproxima o ex-presidente de uma possível prisão.
Há ainda, entretanto, um longo caminho até que
Bolsonaro comece a cumprir uma possível pena de restrição de liberdade, caso seja condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Concluída a denúncia, a peça elaborada por Gonet será enviada ao STF. Os advogados de Bolsonaro, então, poderão apresentar a defesa prévia do ex-presidente para tentar impedir que o caso avance.
Caso a defesa do ex-presidente não consiga convencer o
Supremo sobre o não prosseguimento da denúncia, os ministros da Corte julgarão se aceitam a denúncia, o que tornaria Bolsonaro oficialmente em réu.
A fase seguinte consiste na produção de provas. Nessa etapa, o STF pode, por exemplo, ouvir testemunhas e interrogar os réus. Após a conclusão, caberá ao relator, ministro Alexandre de Moraes, apresentar seu veredito.
Com o relatório pronto, Moraes já indicou que pretende encaminhá-lo para a Primeira Turma do Supremo, composta pelos ministros Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Luiz Fux, além do próprio Moraes.
A expectativa é de que a defesa de Bolsonaro peça para que o caso seja analisado pelo plenário do STF. Caso o pedido seja acatado, o presidente do Supremo, ministro Luís Roberto Barroso, terá de marcar uma data para a votação.
Mesmo após concluído o julgamento do ex-presidente, os advogados do ex-mandatário ainda poderão apresentar diversos recursos à Corte, como embargos de declaração.
Somente após todos os recursos de Bolsonaro serem esgotados é que o ex-presidente, caso considerado culpado, poderá começar a cumprir a pena determinada pelo STF.

