O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou o deputado Gilvan da Federal (PL-ES) por ele ter afirmado que quer a morte do presidente Lula (PT).
O que aconteceu
‘Não é a postura que se espera de um parlamentar que está ali para discutir as coisas sérias do Brasil’, disse o senador, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Durante sessão no plenário do Senado, ele citou um artigo do colunista da Folha Hélio Schwartsman, publicado em 2020, intitulado “Por que torço para que Bolsonaro morra“, “Quero registrar aqui que é óbvio que as duas atitudes são reprováveis.”
AGU pediu que a Polícia Federal e o Ministério Público abram investigação criminal contra Gilvan da Federal. A Advocacia-Geral da União informou que as declarações podem configurar, em tese, os crimes de incitação ao crime e ameaça. Também afirma que as manifestações do deputado podem ter excedido os limites da imunidade parlamentar. A reportagem procurou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o Palácio do Planalto, mas não teve resposta.
Gilvan da Federal repetiu três vezes desejar a morte de Lula. “Eu vou te falar: Por mim, eu quero mais é que o Lula morra, eu quero que ele vá para o quinto dos infernos. É um direito meu. Não vou dizer que eu vou matar o cara, mas eu quero que ele morra, que vá para o quinto dos infernos”, disse.
O deputado ainda mencionou o diagnóstico de câncer do presidente. Lula teve um tumor na garganta em 2011 e se curou após passar por tratamento. “Nem o diabo quer o Lula, é por isso que ele está vivendo aí, superou o câncer. Tomara que tenha uma taquicardia porque nem o diabo quer essa desgraça desse presidente que está afundando o Brasil. E eu quero mais é que ele morra mesmo”, concluiu.
Declaração ocorreu durante sessão que discutia um projeto de lei que propõe desarmar a segurança pessoal do presidente. Gilvan da Federal é relator do texto na Comissão de Segurança. A proposta, apresentada pelo deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP), foi aprovada hoje, mas ainda precisa passar por outras duas comissões na Câmara antes de ir para análise do Senado.

