O deputado federal Júnior Mano tenta segurar a pré-candidatura ao Senado após a operação da polícia federal que o investiga por supostos desvio de recursos de emendas parlamentares. Aliados que o viam, no primeiro momento, como um nome forte para 2026 já não demonstram mais tanta segurança quanto a viabilidade do projeto majoritário do socialista.
O repórter Carlos Silva relata, no Jornal Alerta Geral, que Júnior Mano mantém agenda de reuniões e visitas aos Municípios, mas sabe as investigações da PF geram apreensão e, ao mesmo tempo, incerteza para o futuro. Diante dessa situação, a base aliada ao Governador Elmano de Freitas passa a falar com mais frequência no nome do deputado federal Robério Monteiro (PDT) como alternativa ao Senado. Robério é do PDT, mas está a caminho do PSB.
O nome de Júnior Mano passou a ser considerado ‘pesado’ nos bastidores políticos. O jovem deputado, que xerce o segundo mandato consecutivo, tem como padrinho de sua pré-candidatura o senador Cid Gomes, que, no ano passado, anunciou que não concorreria à reeleição.
O nome de Júnior Mano voltou a ser citado nesse final de semana em meio às investigações sobre o uso indevido de verbas das emendas parlamentares. O caso do deputado cearense está na edição deste domingo da Revista Carta Capital.
Júnior mantém o discurso de que não tem qualquer envolvimento com irregularidades em emendas parlamentares, que é vítima de perseguição política e cumpre a agenda para viabilizar a candidatura ao Senado. No bloco governista, estão como pré-candidatos ao Senado o presidente do Republicanos, Chiquinho Feitosa, o deputado José Guimarães (PT), o Secretário da Casa Civil, Chagas Vieira, e o deputado federal Eunício Oliveira (MDB).

