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A CPMI do INSS rejeitou, nesta quinta-feira (16/10), a convocação de José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, dirigente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindinapi) e irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Os 10 requerimentos que miravam o sindicalista foram votados em destaque depois do acordo entre a base do governo e a oposição aliada ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Governistas foram maioria e derrubaram os pedidos por 19 votos contra 11.
A oposição queria que o sindicalista fosse em condição de testemunha, já que ele não é nominalmente investigado pelos esquemas de desvios na Previdência Social.
A pressão para a convocação de Frei Chico aumentou depois da terceira fase da Operação Sem Desconto, deflagrada no início do mês, e que teve como um dos alvos o presidente do Sindinapi, Milton Batista, conhecido como Milton Cavalo. Segundo a Controladoria Geral da República (CGU), a entidade sindical omitiu o nome do irmão do presidente para obter um acordo de colaboração com o INSS.
A CPMI ainda vai votar o pedido de prisão temporária de Milton Cavalo, que compareceu ao colegiado no mesmo dia em que a operação da PF foi deflagrada.
Com um Habeas Corpus concedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flavio Dino, ele permaneceu em silêncio durante a oitiva- exceto quando perguntado sobre a função de Frei Chico no Sindinapi, ao que respondeu que o sindicalista tinha somente funções políticas e não administrativas.
