O deputado federal Eunício Oliveira construiu, passo a passo, o caminho que o recoloca no centro das articulações para a disputa ao Senado em 2026. Desde que assumiu o mandato na Câmara Federal, em 2023, traçou como meta reorganizar sua base política e manter vivo o projeto de retornar ao Senado, cargo que ocupou por oito anos.
A estratégia adotada foi marcada por cautela e diálogo. Ao longo do mandato, Eunício intensificou conversas com prefeitos, ex-prefeitos e lideranças municipais, ampliando presença no interior do Estado e reforçando vínculos partidários. Nos bastidores, a orientação foi aguardar o momento adequado para consolidar a pré-candidatura, evitando movimentos precipitados.
O cenário ganhou novo contorno com as declarações do governador Elmano de Freitas, que classificou Eunício como um dos parlamentares mais leais ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao destacar a relação de fidelidade política ao longo dos anos, Elmano sinalizou que o nome do emedebista tem respaldo dentro da base aliada.
O apoio também se estende ao ministro da Educação, Camilo Santana, que integra o núcleo de articulação do grupo governista no Ceará. Em um intervalo de 36 horas, movimentos internos na base partidária reforçaram o desenho da chapa majoritária.
Elmano se coloca como pré-candidato à reeleição ao Governo do Estado. Eunício passa a figurar como pré-candidato ao Senado na mesma composição. A segunda vaga ao Senado está no campo de articulação que envolve o senador Cid Gomes, que mantém apoio à pré-candidatura de Júnior Mano (PSB).
Com esse quadro, a base governista avança nas definições para 2026. Permanecem em aberto as escolhas dos suplentes ao Senado e do candidato a vice-governador, posto para o qual o jornalista Chagas Vieira aparece como um dos nomes mais citados nas conversas políticas.

