O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deve repassar orientações eleitorais a aliados políticos por meio do filho Flávio Bolsonaro. O senador e pré-candidato à presidência da República foi escolhido porta-voz do pai ainda no final do ano passado.
No PL, no entanto, lideranças projetam que novos conflitos podem ocorrer com a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro.
Com as restrições às visitas durante a prisão domiciliar, Bolsonaro não conseguirá se colocar pessoalmente na articulação que vinha fazendo desde que estava na Papudinha. Na prisão, ele recebeu diversos aliados para guiar as disputas nos estados, indicando quem iria para o Senado e para vagas de deputado federal.
Foi do complexo penitenciário que partiram ordens, por exemplo, para que um fiel aliado, Hélio Bolsonaro, trocasse o domicílio eleitoral do Rio de Janeiro para Roraima para disputar uma vaga ao Senado.
Quem estará com Bolsonaro no dia a dia e tem poder de influência sobre os cenários, no entanto, é Michelle. No Ceará, por exemplo, Michelle quer emplacar Priscila Costa, que é vereadora de Fortaleza, ex-deputada federal e atual vice-presidente nacional do PL Mulher.
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, no entanto, tem outros planos para alianças locais. A disputa no estado rendeu uma crise pública com os filhos do ex-presidente.
Na decisão que permitirá a prisão domiciliar por 90 dias, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, restringiu as visitas sob a justificativa de “evitar risco de sepse e controle de infecções”.
Os filhos Flávio Bolsonaro, Carlos Bolsonaro e Jair Renan Bolsonaro têm autorização permanente para visitar o pai, desde que aconteça “nas mesmas condições legais do estabelecimento prisional, ou seja, às quarta-feiras e sábados, em um dos seguintes horários: 8h às 10h, 11h às 13h e 14h às 16h”.

