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O início das operações da TV 3.0 no Brasil está previsto para junho de 2026, conforme divulgado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que promoveu uma palestra técnica para detalhar as inovações da modalidade, destacando a convergência entre radiodifusão e internet. O timing do lançamento da TV 3.0 coincide com a proximidade da Copa do Mundo de Futebol, a pouco mais de dois meses do evento, impulsionando a adoção da tecnologia durante as transmissões esportivas.
A TV 3.0 representa a próxima geração da TV digital, conhecida como DTV+, integrando transmissão broadcast com banda larga de internet para oferecer interatividade e ultradefinição. Diferente da TV 2.0 atual, ela transforma o televisor em uma plataforma de aplicativos, permitindo navegação fluida entre sinal de antena e conteúdos sob demanda.
Entre as novidades da TV 3.0, destaca-se o Sistema de Alerta de Emergência, que envia avisos geolocalizados diretamente na tela, mesmo em standby, para desastres como inundações.
A interatividade permite votações em tempo real, escolha de câmeras em eventos e replay de lances esportivos. Além disso, a qualidade de imagem avança para 4K e 8K, com som imersivo, e segmentação geográfica para anúncios personalizados.
A TV 3.0, no Brasil, deverá começar a ser adotada em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro, em seguida passando a ser usada também em outras regiões do país.
Os kits de TV 3.0 vão incluir conversores e antenas compatíveis, com controles remotos possuindo botão dedicado à DTV+ para acesso ao portal de emissoras.
Aparelhos compatíveis integram aplicativos das emissoras, substituindo zapeamento tradicional por navegação app-like, similar a smart TVs atuais. Para transição, o governo planeja subsídios, garantindo acesso à população vulnerável sem custo imediato.

