O senador Cid Gomes (PSB) começou a transmitir a aliados mais próximos os primeiros sinais de que pode reconsiderar a decisão de não disputar a reeleição em 2026. O repórter Carlos Silva antecipa, no Jornal Alerta Geral, os novos ares na corrida ao Senado na base de apoio ao Palácio da Abolição.
Cid, que, nessa segunda-feira (27), comemorou os seus 63 anos de idade, em Portugal, acompanha os últimos movimentos na corrida pré-eleitoral do Ceará, mantendo, ao mesmo tempo, contatos, por telefone, com aliados.
DESISTÊNCIA E RESISTÊNCIA
O movimento marca uma mudança de cenário após o próprio Cid, em 2024, ter anunciado que não concorreria a um novo mandato e indicado o deputado federal Júnior Mano como seu sucessor. A situação, porém, mudou nos bastidores diante de fatos que surgiram e geraram abalos no PSB.
A repercussão negativa de investigações da Polícia Federal envolvendo emendas parlamentares fragilizou a pré-candidatura de Júnior Mano — que nega irregularidades e afirma ser inocente — e abriu espaço para que o nome de Cid voltasse ao radar como principal opção do grupo político.
Mesmo sem declarações públicas sobre uma eventual candidatura, Cid tem intensificado articulações e mantido presença ativa no cenário político, preservando visibilidade e força eleitoral.
Cid tem ouvido apelos de deputados, prefeitos e lideranças partidárias para que entre novamente na disputa. O silêncio do senador, longe de afastar especulações, tem alimentado expectativas entre aliados, especialmente no entorno do Palácio da Abolição.
A avaliação é de que, se entrar na disputa, Cid poderá reunir apoio da quase a totalidade dos 184 prefeitos do Ceará. Um que torcem pela candidatura à reeleição de Cid é Sávio Gurgel, prefeito de Russas, que, na última conversa com o senador do PSB, o sentiu mais inclinado a disputar as eleições de 2026.
Cid, que desembarcou em Portugal para comemorar seus 63 anos, deve definir seu futuro político até julho ou início de agosto. Até lá, segue fazendo articulações que já garantem uma robusta base de apoio, reunindo partidos como PSB, PT, PDT, PP, Republicanos, Podemos, PV e PSD.
