Screenshot
TAMBÉM ATACOU PATRÃO E CLIENTE
O laudo psiquiátrico do garçom Antônio Charlan Rocha Souza, acusado de matar o ex-vereador de Camocim César Veras, aponta um “transtorno psicótico não orgânico não especificado”.
O laudo foi concluído pela Perícia Forense do Ceará (Pefoce) e aponta que a condição do réu “implicou em prejuízo total das capacidades de entendimento e de autodeterminação no período de interesse”.
Antônio está preso desde 2024 pelo ataque cometido com uma faca. Além da morte de César, ele também é acusado de ferir o patrão e um cliente do restaurante onde trabalhava.
A defesa de Antônio Charlan solicitou o exame por sustentar a tese de que ele deve ser considerado inimputável em razão da doença mental. Após a prisão do denunciado, foi protocolado um pedido de habeas corpus, que ainda não foi concluído devido à ausência de um laudo comprobatório à época.
O crime aconteceu no dia 28 de abril de 2024. O vereador César Araújo Veras (PSB) foi assassinado aos 51 anos, poucos segundos após chegar a um restaurante em Camocim. As outras vítimas do ataque foram Euclides Oliveira Neto, de 55 anos, dono do estabelecimento, e Fabio Roberto de Castro Sousa, de 56 anos, cliente do local.
Segundo as investigações, Charlan pegou uma faca na cozinha do restaurante e a utilizou no ataque. O utensílio era usado para cortar frutas que serviriam como ingredientes para coquetéis.
O laudo afirma ainda que o periciado estava em um quadro de psicose ativa iniciado cerca de três meses antes do crime e que apresentava pensamentos delirantes e alucinações auditivas, fatores que comprometiam sua capacidade de discernimento.

