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O deputado estadual Luiz Fernando Teixeira (PT-SP) retirou a emenda impositiva destinada à ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB), ligado à produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme Dark Horse, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O parlamentar havia sido procurado por um grupo teatral de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, que solicitou a emenda para a montagem de uma peça gospel. A ONG seria responsável pelo recebimento da verba.
Em nota, o deputado afirmou que solicitou ao governo do Estado o cancelamento do repasse de R$ 190 mil assim que soube da relação da instituição com a produção do filme sobre o ex-presidente. A assessoria parlamentar dele informou que a entidade já não receberia o repasse porque o cadastro de entidades estava vencido.
Conforme revelou o Metrópoles, deputados e vereadores de São Paulo enviaram ao menos R$ 7,7 milhões em emendas parlamentares para entidades ligadas à Go Up Entertainment.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), abriu uma investigação na destinação de emendas para projetos ligados ao ecossistema de entidades comandadas pela empresária Karina da Gama, ligada à Go Up Entreteniment.
Dino determinou apuração sobre a Conhecer Brasil Assessoria, outra empresa de Karina. A investigação também recai sobre duas entidades sem fins lucrativos: o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC).
A determinação do magistrado ocorreu após a divulgação do áudio em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pede dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar a produção do filme sobre seu pai. Segundo o site The Intercept, o acordo previa R$ 134 milhões do Master para a produção, e mais de R$ 60 milhões foram enviados ao fundo Havengate, constituído nos Estados Unidos e administrado por um dos advogados do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que mora no Texas.

