A decisão do presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, de suspender a divulgação de uma pesquisa do Instituto AtlasIntel foi recebida no Palácio do Planalto como um movimento “lateral”, sem grandes efeitos para a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na segunda-feira (8), Nunes Marques concedeuliminar suspendendo a divulgação de uma pesquisa eleitoral da AtlasIntel após questionamentos apresentados pelo PL e pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O ministro entendeu que havia indícios de possível comprometimento da “neutralidade metodológica” do levantamento e apontou suspeitas de “indução” do eleitorado por meio de perguntas sobre Flávio e o caso Master. A decisão ainda será submetida ao plenário do TSE.
Interlocutores do governo afirmam que Lula não interpretou a medida como um ataque à sua candidatura à reeleição.
Nos bastidores, essas fontes avaliam que a controvérsia pode acabar se transformando em um “tiro no pé” para a campanha de Flávio, ao retomar uma pesquisa que, nesta avaliação, já havia sido “esquecida”. A pesquisa foi publicada em maio e a decisão só saiu nesta segunda (8).
Ainda acordo com relatos de integrantes do governo, a relação de Lula com Kassio Nunes Marques é considerada mais fluida do que a mantida com outros ministros do Supremo, a exemplo de Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, ambos entraram em rota de colisão com o Planalto após a derrota de Messias ao Supremo.

