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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou na quarta-feira (24) um vídeo nas redes sociais denunciando ter sido “maltratada” e “humilhada” pelo enteado Flávio Bolsonaro após discordâncias sobre alianças do partido no Ceará.
Com Jair Bolsonaro em prisão domiciliar e com acesso limitado, a briga pública entre Michelle e Flávio gera uma questão fundamental entre os eleitores bolsonaristas: quem realmente fala em nome do ex-presidente? A exposição do conflito ocorre em momento delicado para Flávio, que enfrenta desgaste desde maio pela revelação de sua relação com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, prejudicando sua campanha e queda nas pesquisas de intenção de voto.
A desunião visível entre as principais figuras do bolsonarismo enfraquece a coesão do movimento e alimenta dúvidas sobre a viabilidade do projeto político.
Para os apoiadores que não conseguem acesso direto a Bolsonaro, as narrativas conflitantes entre Michelle e Flávio deixam claro que é imperativo resolver esses problemas internamente, longe dos holofotes. A confusão entre os eleitores é devastadora: se nem a família consegue manter unidade, como o movimento pode oferecer uma alternativa política viável? A reputação de Jair Bolsonaro depende urgentemente de uma demonstração de coesão familiar e política.

