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Uma trabalhadora doméstica de 62 anos foi resgatada em Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza, após passar 55 anos vinculada a mesma tamilla, sem salario regular, conforme investigação da Auditoria-Fiscal do Trabalho. A operação ocorreu em 24 de junho, após denúncia anônima ao Disque 100, e o caso foi classificado pelos órgãos de fiscalização como trabalho análogo à escravidão doméstica.
O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público do Trabalho identifica como empregadores integrantes do mesmo núcleo familiar, entre eles aposentados, um advogado, um médico veterinário e servidoras públicas.
Segundo a fiscalização, a trabalhadora foi transferida entre diferentes residências da família ao longo das décadas e, no momento do resgate, realizava serviços domésticos e cuidava de duas crianças na casa de uma das netas da primeira empregadora.
A defesa da família contesta a caracterização de trabalho escravo, afirmando que a relação era baseada em convivência e cuidado. Os advogados alegam que a trabalhadora recebeu remuneração, férias, plano de saúde, contribuições previdenciárias e está em processo de aposentadoria.
Também informaram que assinaram o TAC para colaborar com as investigações, mas apresentarão provas para sustentar sua versão dos fatos.
FOTO 1: Da esquerda para a direita: Nayarah, Aurora, Zaamarah e Pedro Filho
FOTO 2: Da esquerda para a direita: Tiago Andrade, Aurora, Pedro e Zaamarah


