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O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o novo tarifaço aplicado pelos Estados Unidos a produtos brasileiros faz parte de “enredo construído com a ativa colaboração da família Bolsonaro”. A declaração foi feita na madrugada desta quinta-feira (16/7) logo após a divulgação da decisão dos norte-americanos de taxar o país em 25%.
“É triste constatar que o lamentável desfecho das investigações baseadas na Seção 301 faz parte do enredo construído com a ativa colaboração da família Bolsonaro.
São falsos patriotas que arquitetaram e defenderam publicamente ações contra o nosso país, movidos por objetivos eleitoreiros”, acusou em nota, emitida pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência.
No texto, o governo completa que a defesa da soberania é uma obrigação independente de ideologia política. “Não se pode amar o Brasil apenas quando vencemos eleições.
Proteger a nossa soberania é uma obrigação que está acima de todos os partidos e todas as tendências. O governo brasileiro não vacilará em seu dever de preservá-la”, destacou.
A investigação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que acusa o Brasil de “práticas desleais” que prejudicam empresas e exportadores norte-americanos, foi concluída em junho, logo após uma visita do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e representantes do governo do país.
Após a divulgação da conclusão da investigação, Flávio negou que tenha pedido a Trump para taxar o Brasil. Ele também se inscreveu para participar das audiências públicas promovidas pelo escritório para debater o tema.
Na ocasião, ele defendeu que o país não sobretaxasse o Brasil e que o momento era o pior possível.
“Impor agora uma tarifa que seria difícil de reverter – premiando aqueles que são responsáveis pelas ações em questão e punindo aqueles que suportaram suas consequências – seria o pior momento possível para agir”, disse Flávio, em um apelo aos membros da Comissão.

