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O presidente da Argentina, Javier Milei, admitiu nesta terça-feira (04) que os índices de pobreza voltaram a subir no país no primeiro trimestre de 2026, atingindo 30,7% da população. Apesar de reconhecer a gravidade do momento e classificar o cenário atual como “horrível”, o mandatário defendeu o plano de austeridade de sua gestão, sustentando que os indicadores mantêm uma tendência geral de melhora em comparação ao início de seu governo.
Segundo o Metrópoles, para justificar o plano de corte de gastos e retração salarial no funcionalismo, Milei reafirmou que a política da “motosserra” é um resultado planejado para fazer o Estado arcar com o ajuste fiscal. Ele destacou a desaceleração da inflação como um avanço central da agenda ultraliberal, enquanto analistas apontam que a recuperação econômica no país segue desigual, impulsionada pelo setor exportador mas ainda freada no consumo interno.

