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O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) entendeu que houve vias de fato, uma contravenção penal, no episódio em que o senador Magno Malta (PL-ES) foi acusado de dar um tapa em técnica de enfermagem durante exame em Brasília. Em um documento enviado ao Tribunal de Justiça do DF e dos Territórios (TJDFT), o MP ofereceu um acordo ao senador para que o caso não se transforme em um processo penal.
No documento, obtido pelo Metrópoles, o MP apontou “elementos informativos constantes dos autos, que denotam materialidade delitiva e indícios de autoria”.
A sugestão do órgão é para que Magno Malta preste 45 horas de serviços à comunidade, a serem cumpridas no prazo máximo de três meses após a homologação do acordo; ou que pague R$ 6 mil, em até três parcelas, a uma instituição ainda a ser indicada.
Cabe ao senador aceitar ou não os termos do MPDFT. Caso não haja entendimento entre as partes, o processo poderá virar um caso penal e ser levado para julgamento.
A reportagem entrou em contato com a equipe do senador e aguarda retorno.
Em maio deste ano, a coluna Mirelle Pinheiro, do Metrópoles, revelou que a Polícia Civil do DF (PCDF) decidiu não indiciar
Magno Malta pela suposta agressão à técnica de enfermagem. Apesar disso, o MPDFT tem prerrogativa para dar andamento no processo caso julgue necessário.
A técnica de enfermagem do Hospital DF Star relatou à polícia, no dia 30 de abril de 2026, que Magno Malta estava na sala de tomografia para realização do exame. O caso foi revelado pela coluna Na Mira, do Metrópoles.
Ela afirmou que identificou uma oclusão e pressão, interrompendo o procedimento. A profissional foi até o senador e informou a ele que precisaria fazer uma compressão no braço.
A técnica, então, relatou que, quando se aproximou para ajudá-lo, “ele desferiu um tapa forte no rosto da vítima, chegando a entortar seus óculos”. Ela informou que foi Magno Malta a xingou de “incompetente” e “imunda”.

