Screenshot
O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto reconheceu que houve uma articulação para um golpe de Estado no final do governo de Jair Bolsonaro (PL), em 2022. A fala aconteceu em entrevista na quarta-feira, 7, no programa Timeline da Rádio Gaúcha. Ele também avaliou a possibilidade de tentativa de golpe em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL).
A confirmação aconteceu quando foi questionado pelo jornalista Paulo Germano diretamente sobre a existência de um planejamento para um golpe. O dirigente confirmou que a articulação chegou a ser discutida, mas minimizou as intenções.
“Não tenha dúvidas. (Mas) Quantos planejamentos você não faz e vê que depois que está errado e para no meio?”, afirmou.
Ao longo do programa, o presidente do PL também defendeu a anistia para pessoas presas e condenadas pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Para justificar, argumentou que organizar um plano de ação golpista não deveria ser considerado crime caso ele não fosse colocado em prática.
“Você pode planejar um assassinato e, se você não assassinou o camarada e não atacou o camarada, não é crime. Discutiram, mas não deram o golpe. Não deram o golpe”, declarou.
Valdemar da Costa Neto, presidente do PL
Em outro momento, o dirigente partidário foi questionado sobre a possibilidade de uma nova tentativa de golpe institucional no caso de Flávio Bolsonaro ser eleito presidente.“Sei lá, sei lá”, disse irritado.
“Pode haver planejamento, não existe isso. Isso deu certo? Olha o Bolsonaro, o que tá pagando? Você acha que alguém quer fazer isso? Nunca, jamais”, afirmou.
O presidente do PL citou as consequências e penalidades enfrentadas por Jair Bolsonaro após a tentativa de golpe investigada e julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Ao longo do programa, o líder do PL em suas declarações, defendeu também a anistia para as pessoas que foram condenadas. “Soltar todos os militares que estão presos injustamente”, ele justificou afirmando que apenas discutir ou organizar uma ação golpista, sem executá-la, não deveria ser considerado crime.
Valdemar fala sobre participação de Bolsonaro
Valdemar comentou a possibilidade de Jair Bolsonaro participar de um eventual governo do filho, sem ocupar oficialmente um cargo. Segundo ele, o ex- presidente teria uma influência informal na gestão de Flávio.
“Bolsonaro, logicamente, vai dar opinião no governo, não tenho dúvida disso. Não tenho dúvida disso. Mas não vai fazer parte do governo”, disse.
O dirigente também falou que acredita na possibilidade do ex-presidente receber anistia em um futuro governo de Flávio. O ex-presidente está atualmente em prisão domiciliar após ser condenado pelo STF por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado.
A entrevista ainda mencionou propostas defendidas por Flávio Bolsonaro, entre elas mudanças na Constituição e o fim da reeleição. Valdemar também falou sobre a atuação do PL no Senado, e sobre a participação de Michelle Bolsonaro (PL) na campanha presidencial do segundo turno.

