A hashtag #AbreOSigiloFlavio virou um dos assuntos mais comentados do X neste domingo (18), após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desafiar o senador Flávio Bolsonaro (PL) a abrir os sigilos bancário e telefônico das duas famílias. O termo alcançou a segunda posição entre os tópicos do momento no Brasil, atrás apenas de #DebateNaBand.
Lula lançou o desafio durante o primeiro confronto direto com Flávio na campanha eleitoral. “Eu abro da minha família e você abre da sua. Nós entregamos para o presidente da Suprema Corte e do Tribunal Superior Eleitoral o seu documento e o meu para avaliarem antes das eleições”, disse o petista.
O presidente afirmou que a medida permitiria ao eleitor identificar “quem é corrupto e ladrão” antes do segundo turno. A fala ocorreu em meio a uma sequência de acusações entre os candidatos sobre casos de corrupção e investigações envolvendo familiares.
Depois do programa, Lula retomou o assunto em entrevista nos estúdios da Band e prometeu manter a cobrança. “Eu vou ficar fazendo esse desafio para ele até o próximo debate”, declarou, em referência ao encontro organizado pela TV Globo na próxima sexta-feira.
Flávio ironiza proposta e cita declaração à Receita
Flávio Bolsonaro respondeu com ironia à proposta de abertura do sigilo telefônico. O senador afirmou que Lula não tem celular e declarou que suas contas já estão informadas à Receita Federal.
“As minhas contas sempre estiveram abertas, eu tenho tudo que é meu declarado pela Receita e tudo está bonitinho”, afirmou Flávio. Ele também disse ter rebatido “várias mentiras” apresentadas pelo adversário durante o debate.
Na discussão, Flávio perguntou a Lula se ele conhecia Roberta Luchsinger, lobista investigada ao lado de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente. Lula respondeu que ela é “assunto da Polícia Federal” e disse que não protegeria o próprio filho.
Lula também citou o caso Master e questionou repetidas vezes o destino de R$ 134 milhões pagos pelo banqueiro Daniel Vorcaro para financiar a cinebiografia de Bolsonaro. O presidente ainda mencionou os “bacanais” revelados nas apurações da Polícia Federal sobre o banco.

