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A vitória dos democratas nas eleições legislativas dos Estados Unidos aumentou a pressão sobre Flávio e Eduardo Bolsonaro, que estão em território americano, mas não significa que os irmãos serão deportados. Com a conquista da maioria na Câmara dos Representantes e no Senado, a oposição a Donald Trump poderá ampliar a fiscalização sobre o governo e investigar as circunstâncias da entrada de Flávio no país. Antes da votação, 25 congressistas democratas enviaram uma carta ao secretário de Estado, Marco Rubio, pedindo explicações sobre uma possível participação de autoridades americanas na viagem do senador e na concessão de autorizações para ele e seus familiares. A deputada Pramila Jayapal também afirmou que o partido pretende investigar o episódio quando assumir o controle do Congresso, em janeiro de 2027.
Apesar da pressão política, os democratas não têm autoridade para determinar diretamente a deportação dos brasileiros, já que decisões migratórias cabem ao Executivo americano. Flávio e a família entraram nos Estados Unidos com uma autorização humanitária temporária, que pode ter validade de até um ano. Já Eduardo está no país há mais tempo e possui um mandado de prisão em aberto no Brasil, após ser condenado a quatro anos de prisão. Os dois casos, porém, dependem de procedimentos distintos: deportação é uma medida migratória, enquanto extradição exige um pedido formal do Brasil e análise das autoridades americanas. Trump continua na Presidência e mantém influência sobre os órgãos responsáveis pela política migratória, mesmo com a derrota eleitoral. Segundo a reportagem, os democratas esperam receber até 13 de novembro respostas de Marco Rubio sobre a entrada de Flávio e de seus familiares nos Estados Unidos.

