O tenente-coronel da Polícia Militar de São Paulo, Geraldo Leite Rosa Neto, preso pelo feminicídio da esposa, a soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos, afirmou em novo depoimento à Polícia Civil ser um homem religioso e que “fala com Deus” todos os dias.
Gisele morreu às 12h04 do dia 18 de fevereiro, após ser baleada na cabeça por volta das 7h30, dentro do apartamento onde vivia com o oficial, na região central da capital paulista.
Versão do tenente-coronel
Desde o início das investigações, Geraldo sustenta que a esposa teria tirado a própria vida após não aceitar o fim do relacionamento. No entanto, elementos reunidos pela Polícia Civil apontam contradições nessa versão.
Durante o depoimento prestado no 8º Distrito Policial (Brás), o oficial relatou que recorreu à fé no dia do crime.
“Naquele dia, lembro que eu pedi para Deus que iluminasse os meus pensamentos, as minhas palavras, para que eu tomasse a decisão correta, porque era uma decisão muito importante”, afirmou.
Ele também disse que mantém hábitos religiosos desde a infância, seguindo ensinamentos da mãe.
Relacionamento sob investigação
De acordo com mensagens analisadas em laudo pericial, Gisele seria quem desejava encerrar o relacionamento. O inquérito aponta que a relação era marcada por episódios de violência psicológica e física.
Ainda segundo o depoimento, o tenente-coronel afirmou que também pediu que Deus iluminasse os pensamentos e palavras da esposa naquele dia, para que ambos chegassem a uma definição sobre o futuro do casamento.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil de São Paulo. O oficial permanece preso e responde por feminicídio.

