O ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes afirmou que deseja a formação de uma ampla aliança de oposição no Ceará, mas expôs dúvidas quanto à participação do PL no bloco. “O PL já fez que vinha e não veio duas vezes. Vamos ver se eles fazem que vêm a terceira e vêm mesmo”, declarou Ciro, ao destacar que tem feito um esforço significativo para unificar as forças oposicionistas no Estado.
As declarações foram dadas nesta sexta-feira (27), durante agenda na Associação dos Jovens Empresários (AJE) do Ceará, em Fortaleza. O tema ganhou força após a divulgação de um rabisco feito pelo pré-candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, indicando a possibilidade de um palanque conjunto com Ciro no Ceará.
Pelo esboço divulgado, a composição da chapa teria Pastor Alcides como candidato ao Senado, enquanto a segunda vaga ficaria a ser definida entre Priscila Costa (PL), Capitão Wagner (União Brasil) e Roberto Cláudio (União Brasil).
Apesar das sinalizações, Ciro deixou claro que a consolidação da aliança depende de gestos concretos. Ele defendeu a necessidade de união para mudar os rumos políticos do Estado. “Precisamos botar um pouquinho de calma e de paciência na lambança política, nesses ideologismos que só valem para os outros, para a gente ter força para resolver o problema, para mudar a legislação, para confrontar a leniência de algum setor eventual das autoridades do Ministério Público, do Judiciário, que não esteja cumprindo exemplarmente como tem a obrigação de fazer. Esse é o meu esforço”, afirmou.

