O Ceará entrou no radar do pré-candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, que deve desembarcar em Fortaleza, em abril, para tentar construir um palanque no Estado ao lado do ex-governador Ciro Gomes (PSDB).
A movimentação, antecipada pelo jornal O Globo, anima aliados locais, como o deputado federal André Fernandes (PL), que vê na articulação uma oportunidade para viabilizar a candidatura do pai, Alcides Fernandes, ao Senado.

PSDB, PL, UNIÃO BRASIL
A estratégia de Flávio envolve a composição de uma chapa majoritária com Ciro, incluindo negociação sobre a vice e espaço para o PL na disputa ao Senado. O objetivo é ampliar a presença do partido no Nordeste, onde ainda enfrenta dificuldades de estruturação.
A costura política encontra, no entanto, resistência dentro do próprio campo bolsonarista. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro atua contra a aliança e defende que o PL tenha candidatura própria ou apoie nomes mais alinhados ao eleitorado conservador, como o senador Eduardo Girão (Novo), pré-candidato ao Governo do Ceará.

Aliada a lideranças locais do PL, como a vereadora Priscila Costa, Michelle avalia que uma aproximação com Ciro seria incompatível com a base bolsonarista.
O impasse transforma o Ceará em um dos principais focos de disputa interna no PL, refletindo o choque entre duas estratégias: ampliar alianças regionais ou preservar um palanque ideologicamente mais alinhado.
Simultâneo ao movimento com o PL, Ciro Gomes também se movimenta para ampliar sua base, buscando atrair o União Brasil, partido que enfrenta divisões internas sobre o rumo na disputa estadual.


