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Integrantes do PT têm reagido à possível candidatura do ex-ministro Ciro Gomes (PSDB-CE) ao Palácio do Planalto nas eleições de outubro.
Nos bastidores, a avaliação entre os petistas é de que Ciro tende a retirar mais votos do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do que do presidente Lula.
Esse entendimento ganhou força especialmente após a campanha de Lula realizar testes em pesquisas internas, trackings, nas quais foram simulados diferentes cenários de disputa.
Os resultados indicaram que a presença de Ciro na corrida eleitoral pode fragmentar o eleitorado mais alinhado à direita, impactando de forma mais significativa a base de apoio do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Nesse panorama, aliados de Lula passaram a avaliar que há mudança no perfil do eleitorado de Ciro e que sua eventual entrada na disputa pode beneficiar o petista, diferentemente do que ocorreu em pleitos anteriores.
Ex-governador do Ceará, Ciro Gomes afirmou no sábado (25/4) que deve decidir até a primeira quinzena de maio se disputará a Presidência da República ou o governo estadual.
“Na última eleição, eu me senti profundamente humilhado por uma campanha fascista que negou a mim o próprio direito de participar. E uma coisa constrangedora, e eu, se tivesse juízo mesmo, não chegaria mais perto dessa quadra política fascista, de lado a lado, nem para dar os parabéns, nem os pêsames. Porém, voltando para casa, eu encontro o estado do Ceará em situação de entrega absoluta às facções criminosas, com o crime organizado irradiando-se para a própria estrutura política”, afirmou Ciro durante evento em São Paulo.
A declaração ocorre após convite teito pelo presidente nacional do PSDB, deputado federal Aécio Neves (MG), para que Ciro Gomes dispute o Palácio do Planalto pela legenda.

