A discussão sobre uma eventual privatização de estatais diferencia os discursos políticos dos pré-candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo).
Durante o fim de semana, o ex-governador de Minas Gerais defendeu que, caso seja eleito, pretende privatizar a Petrobras, que tem como maior acionista o governo federal.
O primogênito de Jair Bolsonaro, por outro lado, tem uma visão diferente. Segundo auxiliares do senador, ele é contrário à privatização de segmentos estratégicos, como o de combustíveis.
Em seu programa de governo, Flávio deve propor uma política responsável de privatizações, avaliando caso a caso. Os Correios, por exemplo, é uma das estatais no radar de privatização do senador fluminense.
Na tentativa de crescer nas pesquisas eleitorais, Zema tem adotado discursos que fazem contraponto a Flávio, tentando atrair o eleitorado mais radical.
O mineiro, por exemplo, deu início a uma série de críticas a ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), enquanto Flávio adota um discurso de diálogo, no esforço de atrair o eleitorado moderado.
Apesar do esforço para que Zema seja candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por Flávio, o mineiro tem afirmado que pretende levar sua candidatura até o fim.

