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O QUE VOCÊ ACHOU DA ARBITRAGEM?
A partida entre Brasil e Estados Unidos, disputada na terça-feira (9) na Arena Castelão, entrou para a história do futebol feminino no Nordeste ao reunir 55.744 torcedores, o maior público já registrado na região em uma partida da modalidade.
Apesar da marca histórica, o amistoso terminou com derrota brasileira por 1 a 0 e ficou marcado pelas reclamações contra a arbitragem espanhola comandada por Paola Cebollada López.
O público superou com folga o antigo recorde nordestino, de 33.272 espectadores, registrado em 2014. A marca também ultrapassou o maior público do futebol cearense em 2026.
Dentro de campo, os Estados Unidos venceram por 1 a O.
O lance decisivo ocorreu em um chute de fora da área de Wilson, que desviou na zagueira Isabela antes de enganar a goleira Lorena. O gol foi registrado na súmula como contra.
A reta final da partida foi marcada por expulsões e protestos da delegação brasileira. A Seleção terminou o jogo com apenas nove atletas em campo após os cartões vermelhos para Bia Zaneratto e Tarciane. O técnico Arthur Elias também foi expulso durante a partida. Após o apito final, Kerolin e Ludmila receberam cartão vermelho por reclamação.
Na entrevista coletiva, Arthur Elias afirmou ter vivido a situação mais desrespeitosa de sua carreira à beira do campo e atribuiu parte do resultado à condução da arbitragem.
“Foi, para mim, o jogo em que fui mais desrespeitado na minha vida por um trio de arbitragem. Não só eu fui desrespeitado, como as jogadoras foram, a seleção brasileira foi desrespeitada. Eu digo que isso impactou o resultado da partida”, declarou.
Quem também criticou a atuação da arbitragem foi Marta, que voltou a atuar pela Seleção após ficar afastada por conta de um edema na coxa esquerda.
“Ela queria ser a principal figura do espetáculo. Uma galera veio assistir ao jogo para ela fazer uma palhaçada dessas.
Eu sinto muito, me desculpa, mas esse tipo de arbitragem não pode acontecer, principalmente em um jogo entre Brasil e Estados Unidos”, afirmou a atacante.

