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O Banco do Brasil informou que abriu uma apuração interna para investigar a conduta da funcionária Nayarah Alencar Brasil Magalhães, citada em um caso de suposto trabalho análogo à escravidão envolvendo uma idosa que teria trabalhado para a mesma família por mais de 55 anos. A instituição afirmou que colabora com as autoridades e reforçou seu compromisso com os direitos humanos, a ética e o cumprimento da legislação trabalhista.
Segundo a Auditoria Fiscal do Trabalho, a vítima, uma idosa negra e analfabeta, teria iniciado os serviços domésticos ainda na infância, na década de 1970. Os auditores estimam que os direitos trabalhistas não pagos ao longo de mais de cinco décadas ultrapassem R$ 1,5 milhão. Um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) prevê a compra de um imóvel de, no mínimo, R$ 150 mil, o pagamento de R$ 50 mil em verbas indenizatórias e o custeio das contribuições previdenciárias até a aposentadoria da trabalhadora.
A defesa da família nega que tenha havido trabalho análogo à escravidão e afirma que a relação foi baseada em convivência, cuidado e afeto. Os advogados sustentam que a idosa recebia remuneração, tinha férias, plano de saúde e recolhimentos previdenciários, além de permanecer com a família por vontade própria. A defesa informou que apresentará documentos para contestar as conclusões das autoridades durante o andamento da investigação.

