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A Universidade Estadual do Ceará (Uece) informou que irá avaliar a adoção de medidas administrativas em relação ao professor temporário Tiago Silva Andrade, citado na investigação sobre um suposto caso de trabalho análogo à escravidão envolvendo uma trabalhadora doméstica de 62 anos, resgatada em um condomínio de luxo no Eusébio. A instituição afirmou que analisará o caso conforme a legislação e as normas internas, garantindo o direito à ampla defesa, e reafirmou seu compromisso com a ética, os direitos humanos e a dignidade da pessoa humana.
Segundo a Auditoria-Fiscal do Trabalho, a trabalhadora teria prestado serviços domésticos por 55 anos para diferentes gerações da mesma família, em condições consideradas análogas à escravidão. As investigações apontam que ela realizava atividades diárias de limpeza, preparo de alimentos e cuidados com a casa, sem formalização adequada do vínculo empregatício. O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) prevê pagamento de verbas indenizatórias, aquisição de um imóvel de R$ 150 mil e regularização das contribuições previdenciárias, enquanto a dívida trabalhista estimada super R$ 1,5 milhão.
A defesa da família nega as acusações e afirma que a relação foi baseada em convivência, cuidado e afeto, sustentando que a trabalhadora recebia remuneração, férias, plano de saúde e contribuições previdenciárias. Os advogados também informaram que irão apresentar documentos para contestar as conclusões da investigação, enquanto o caso segue sendo apurado pelas autoridades.

