Em uma tentativa de evitar uma nova crise no transporte rodoviário de cargas e afastar a ameaça de paralisação dos caminhoneiros, parlamentares da base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da oposição fecharam um acordo com representantes da categoria para votar, ainda nesta semana, a Medida Provisória (MP) do Frete.
Participaram das negociações a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), e os senadores Tereza Cristina (PP-MS) e Jaime Bagattoli (PL-RO), representando a oposição.
O entendimento prevê ajustes na redação da proposta e a sinalização de vetos por parte do presidente Lula a alguns dispositivos incluídos pela Câmara dos Deputados. Entre eles está o trecho que concede anistia às multas aplicadas a caminhoneiros envolvidos nos protestos realizados após as eleições de 2022, acrescentado ao texto pelo deputado Zé Trovão (PL-SC).
Após a reunião, o senador Randolfe Rodrigues afirmou que houve consenso para viabilizar a votação da matéria.
“Chegamos a um bom acordo para votação. Vou comunicar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, sobre o acordo, e nossa expectativa é colocá-lo em apreciação amanhã”, declarou.
Segundo Randolfe, o entendimento foi construído a pedido do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que orientou os líderes governistas e a senadora Tereza Cristina a buscarem um consenso capaz de destravar a tramitação da MP.
A expectativa é que a votação da Medida Provisória contribua para reduzir a tensão entre o governo e os caminhoneiros, que vinham ameaçando uma paralisação nacional caso suas reivindicações não fossem contempladas durante a tramitação da proposta.

