O mês de junho é também o mês de conscientização sobre o câncer de cabeça e pescoço. Assim, feridas na boca que não cicatrizam, rouquidão persistente, dor ou dificuldade para engolir, alterações na voz, caroços no pescoço e perda de peso sem causa aparente são sinais que merecem atenção.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de cabeça e pescoço abrange tumores na cavidade oral, língua, faringe, laringe, tireoide e seios da face.
Ainda diante de dados do Instituto, o tabagismo e o consumo de álcool são os principais fatores de risco dentro desses tipos da doença. Nos últimos anos, a infecção pelo HPV também passou a ter papel importante, especialmente nos tumores de orofaringe.
A fonoaudióloga Camila Ferreira Molento, especialista em reabilitação oncológica, explica que, no entanto, o tratamento não termina quando o tumor é controlado, mas que existe um longo processo para que o paciente possa voltar a realizar as mais simples tarefas como falar ou se alimentar.
Dessa forma, um passo importante durante e após cirurgias, radioterapia ou quimioterapia, é o tratamento fonoaudiológico, essencial na reabilitação da deglutição, voz, fala, mastigação e comunicação, reduzindo complicações, favorecendo o retorno à alimentação por via oral e contribuindo para a recuperação funcional.

