O MDB (Movimento Democrático Brasileiro) tem 15 diretórios estaduais a favor do apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais.
O número representa mais da metade do partido e ajuda a sacramentar o apoio nacional ao candidato da direita.
No entanto, o MDB não fechará questão porque precisa respeitar a decisão da convenção partidária, que oficialmente liberou os diretóriospara apoiarem quem quiserem.
O posicionamento oficial será anunciado pelo presidente nacional da sigla, Baleia Rossi, nesta terça-feira (13).
A mobilização agora no segundo turno teve dois governadores como protagonistas: o governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), e Daniel Vilela, governador de Goiás e o único emedebista eleito até aqui na disputas estaduais.
Interlocutores afirmam que a maioria do partido quis fazer gestos a Tarcísio, que é o principal parceiro do MDB em São Paulo, e também atende a um pedido de Vilela.
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), também influenciou na revisão do posicionamento da sigla.
O MDB em estados como Pará e Alagoas é aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e deve manter a aliança. Senadores eleitos ou reeleitos como Helder Barbalho (PA), Eduardo Braga (AM) e Marcelo Castro (PI) lideram esse grupo.

