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Poucas sensações são tão comuns quanto a de sair da piscina ou do mar com o #ouvido “cheio”, como se houvesse água lá dentro. O som fica abafado, às vezes surgem pequenos estalos ou um barulho de água se movendo. E aí, surge a dúvida: isso é normal ou pode ser um problema?
Antes de tudo, sim, isso é normal. “O ouvido externo tem um canal naturalmente curvo e relativamente estreito, o que facilita a retenção de água”, explica a otorrinolaringologista Larissa Richter, do Einstein Hospital Israelita em Goiânia. A presença de cera também pode funcionar como uma barreira, de forma que a água se acumula atrás dela, provocando a sensação de ouvido tampado.
Em algumas pessoas, o canal auditivo é ainda mais estreito, tanto por características individuais quanto por alterações adquiridas ao longo da vida, como o chamado “ouvido de surfista”, um crescimento ósseo associado à exposição frequente à água fria. A boa notícia é que, na maioria das vezes, o líquido sai sozinho em pouco tempo. Quando isso não ocorre, porém, é preciso ter alguns cuidados.
Antes de recorrer a qualquer produto para tentar fazer a água sair do ouvido, teste medidas simples: incline a cabeça para o lado do ouvido afetado e puxe suavemente a orelha para baixo e para trás. Isso ajuda a endireitar o canal auditivo e favorece a drenagem.
Pequenos pulinhos ou movimentos circulares com a cabeça também costumam funcionar. O secador de cabelo pode ser um aliado. “Use-o em temperatura morna, mantendo uma distância segura do ouvido, por alguns segundos”, orienta Richter. A ideia é ajudar a evaporar a umidade, sem calor excessivo nem contato direto.
O que não vale é recorrer a objetos improvisados, como hastes flexíveis, toalha, papel ou mesmo o dedo. Esses artefatos empurram a cera para dentro, formando um tampão que vai prender ainda mais água.

