DOIS CEARENSES ESTÃO ENTRE OS INTERROGADOS
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu o uso de uniforme militar durante o depoimento dos réus do núcleo 3 da trama golpista que teria tentado manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder após derrota nas urnas. O ministro ordenou que sejam utilizadas roupas civis porque “a acusação é voltada contra os militares, não contra o Exército Brasileiro como um todo”.
Advogados dos interrogados reclamaram de constrangimento ilegal e violação da dignidade da pessoa humana por exigir que militares trocassem de roupa.
A situação chegou a ser chamada de “vexatória”, destacando que não houve aviso para que comparecessem ao interrogatório sem o uniforme.
“Não há previsão legal sobre o assunto”, afirmou a defesa de um dos militares.
Dentre os interrogados nesta segunda-feira (28) estão dois cearenses: o general Estevam Theophilo e o tenente-coronel Rodrigo Bezerra. Ao todo, 11 militares do Exército e um policial federal são ouvidos.
Eles são acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de planejar “ações táticas” para efetivar o plano golpista, como o monitoramento do ministro Alexandre de Moraes e do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva (PT).
Parte dos militares integrava o Batalhão de Forças Especiais do Exército, cujos soldados são conhecidos como kids pretos. Todos respondem pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.
CONFIRA TODOS OS RÉUS INTERROGADOS NESTA SEGUNDA
Bernardo Romão Correa Netto (coronel);
Cleverson Ney Magalhães (tenente-coronel);
Estevam Theophilo (general);
Fabrício Moreira de Bastos (coronel);
Hélio Ferreira (tenente-coronel);
Márcio Nunes De Resende Júnior (coronel);
Nilton Diniz Rodrigues (general);
Rafael Martins de Oliveira (tenente-coronel);
Rodrigo Bezerra de Azevedo (tenente-coronel);
Ronald Ferreira de Araújo Júnior (tenente-coronel);
Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros (tenente-coronel); e
Wladimir Matos Soares (policial federal).

