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Aos 85 anos, Padre Zezinho decidiu encerrar sua presença nas redes sociais depois de receber críticas e ataques virtuais de apoiadores de Frei Gilson. O sacerdote anunciou a decisão pelo Facebook e informou que deixaria de usar as plataformas a partir da 0h de 2 de agosto.
As críticas iniciaram após a circulação de um trecho de uma entrevista concedida por Padre Zezinho em 19 de julho. Durante a conversa, ele reconheceu as virtudes de Frei Gilson, mas classificou o tom da pregação como “agressivo” e aconselhou o religioso a ser “mais gentil” com o povo.
Críticas motivam saída das redes
Seguidores de Frei Gilson reagiram às declarações e passaram a direcionar críticas e ataques virtuais a Padre Zezinho. A controvérsia concentrou-se principalmente no uso da palavra “gentil”, empregada pelo sacerdote ao avaliar a forma de evangelização adotada pelo frei.
Ao comunicar o afastamento, Padre Zezinho afirmou que não precisava convocar ninguém para defendê-lo. O religioso também defendeu a gentileza pastoral ensinada pela Igreja e garantiu que continuará sua missão de evangelizar por meios tradicionais, fora das redes sociais.

Padre Zezinho critica ataques
Na publicação, Padre Zezinho responsabilizou a circulação de um trecho isolado da entrevista pela hostilidade. Na avaliação do sacerdote, o recorte transformou a situação em uma disputa marcada pela defesa de um religioso e pelo ódio direcionado ao outro.
“Não adianta mostrar tudo agora. O mal já está feito. Virou adoração a um e ódio a outro”, escreveu.
O padre relatou que recebeu a entrevista completa somente em 2 de agosto, quando as críticas já haviam se espalhado. Segundo ele, a íntegra mostrava que não houve desrespeito.
“Para um tipo de católico radical politizado, não adianta mostrar a verdade. Já decidiram que o velho padre é o culpado, quando a entrevista deixa claro que foi um diálogo de quem estudou mídia sobre quem está na mídia! Agora que postam tudo, 500 mil fiéis já decidiram me odiar. O velho padre de 85 anos, para eles é o culpado. Duas semanas depois mostram que não houve desrespeito. Mas o mal já foi feito!!”, escreveu.
Padre Zezinho lamentou que não tivessem divulgado o conteúdo completo desde o início e responsabilizou quem publicou o recorte pela controvérsia.
“Hoje à meia-noite eu silenciarei. A responsabilidade fica com quem criou esta fofoca. Era só ter mostrado a verdade no mesmo dia!”, declarou.
Religioso rebate acusações
Na mesma manifestação, o sacerdote disse que passou a ser apresentado como um padre ligado a uma teologia considerada um “câncer da Igreja”. Ao responder à acusação, diferenciou as vertentes mencionadas por ele: “Sou TL B (bíblica) e não TL M com viés marxista. É calúnia em cima de calúnia!”, afirmou.
Padre Zezinho também mencionou uma carta enviada pelo papa João Paulo II aos bispos do Brasil sobre a Teologia da Libertação, datada de 9 de abril de 1986. Segundo o religioso, ele já havia apresentado o documento 15 vezes em sua página.
O sacerdote acusou líderes conservadores de não mostrarem aos seguidores o conteúdo da manifestação papal. Ao confirmar que deixaria as redes sociais, Padre Zezinho voltou a lamentar a divulgação tardia da entrevista completa e manteve a decisão de continuar a evangelização fora do ambiente virtual.

