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Após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026, empresas e organizações de diferentes regiões do Brasil anunciaram nas redes sociais a suspensão de doações e ações sociais. As publicações começaram a circular na última segunda-feira (26) e mencionam o fim da distribuição de cestas básicas, brinquedos, roupas e medicamentos. Uma rede de sorveterias, por exemplo, afirmou que não pretende mais ajudar pessoas que considera dependentes de auxílios governamentais. Em Santa Catarina, a proprietária da confeitaria Doces da Ká disse ao g1 que decidiu interromper as doações por preocupação com o cenário econômico e a necessidade de reduzir gastos.
Os comunicados provocaram reações diversas nas redes sociais, com manifestações de apoio e críticas às decisões. No Espírito Santo, um grupo que atua em defesa de pessoas com autismo e suas famílias também anunciou a suspensão de doações e de publicações sobre denúncias relacionadas à inclusão e aos direitos das pessoas com deficiência. Para a professora de Serviço Social Késia Araújo, condicionar a ajuda às escolhas políticas dos beneficiários pode retorçar relações de dependência e desigualdade. A especialista ressalta que doações são iniciativas voluntárias e pontuais, enquanto políticas sociais garantidas pelo Estado são direitos que não devem depender das preferências políticas de quem oferece auxílio.

