Às 17h deste domingo, cerca de seis pessoas haviam sido detidas e oito ocorrências foram registradas na 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul), que concentra os boletins dos atos extremistas cometidos por apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) na Esplanada dos Ministérios.
A maior parte dos crimes registrados foi de pessoas detidas com armas brancas, como paus e pedras. Um homem chegou a ser pego com uma balaclava para esconder o rosto, estilingues, coquetel molotov, gasolina e outros itens que poderiam gerar explosões e incêndios.

Segundo as informações preliminares, não havia casos de criminosos com armas de fogo.
Os números são baixos quando comparados ao saldo significativo de estragos e delitos na Praça dos Três Poderes. Criminosos, motivados por pautas políticas e que não aceitam o resultado das urnas, invadiram o Congresso Nacional, o prédio do Supremo Tribunal Federal (STF) e o Palácio do Planalto.
Os bolsonaristas passaram pelas forças de segurança, que já estavam prevendo os atos. Em resposta, o governador Ibaneis Rocha (MDB) determinou a exoneração do secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres.
Dois dias antes da explosão do ato criminoso, o Metrópoles mostrou que apoiadores de Jair Bolsonaro estavam marcando uma manifestação para este fim de semana em Brasília assumindo um tom violento e sem comunicar à Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF). O ato chegava a ser abertamente chamado de “tomada do Poder”, em referência à intervenção militar.
O protesto vinha sendo divulgado em redes como o Telegram. Nos grupos, bolsonaristas chamam mais pessoas para a “guerra”, convocam quem tenha armamento — como Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs) — e organizam caravanas. Diferente de atos pacíficos, esse movimento não foi oficializado junto às forças de segurança da capital federal.
