De sobreaviso sobre a possibilidade concreta de saída de Jaques Wagner (PT-BA) da liderança do governo no Senado, integrantes do Palácio do Planalto conjecturam cenários de substituições.
O ex-ministro da Educação Camilo Santana (PT-CE) é visto como o favorito entre os interlocutores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Apesar de estar focado nas campanhas do nordeste, Camilo é o nome de preferência pelas qualificações e também pela falta de opção.
Beto Faro (PT-PA) e Teresa Leitão (PT-PE) chegaram a ser considerados, mas a avaliação é de que ambos não têm perfil para a função.
O nome do senador Otto Alencar (PSD-BA) também foi mencionado, mas ele é presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e acumular as funções não seria o ideal.
Quando Jaques se ausentou da função de líder por razões médicas, foi Otto quem assumiu a vaga.
Palacianos também consideraram o cenário da volta ao Senado do ministro do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias (PT-PI).
Acordos do petista com a suplente da vaga, senadora Jussara Lima (PSD-PI), no entanto, dificultam esta saída.
Com isso, o nome de Camilo é o principal cotado para assumir a função que responde pela articulação do governo federal com o Senado.
O ex-ministro é avaliado como alguém com bom trânsito, da confiança do presidente Lula e umas das principais apostas do partido a longo prazo.
Fontes, no entanto, condicionam os cenários à decisão final do presidente Lula, que será tomada após uma conversa presencial com Jaques Wagner.
A expectativa da equipe de Lula é para uma definição até esta quarta-feira (24).
Governistas evitam cravar a baixa de Jaques e afirmam que é preciso esperar a ordem de Lula, mas ponderam que há uma opinião formada no Palácio de que a saída política para a situação passa pela substituição de Jaques na liderança do governo.
O senador e familiares foram alvo da 9ª fase operação Compliance Zero, da PF (Polícia Federal), na semana passada.

