O senador Camilo Santana (PT) deve assumir, nesta quarta-feira (8), a liderança da bancada do PT no Senado. A assessoria do parlamentar confirmou ao PontoPoder que a escolha será oficializada durante a reunião da bancada, que ocorrerá nesta manhã.
O ex-ministro da Educação vai assumir o posto deixado pela senadora Teresa Leitão (PT-PE), que passou a exercer a liderança do Governo no Senado após a saída do senador Jaques Wagner (PT-BA).
A nova função amplia ainda mais o espaço político do senador cearense e chega em um momento de intensa articulação no Congresso.
À frente da bancada petista, Camilo terá a missão de coordenar a atuação do partido em pautas consideradas prioritárias pelo governo, uma delas, é a PEC do fim da escala 6×1, que aguarda uma decisão da Mesa do Senado para começar a tramitar.
PAPEL NO MEC
Camilo governou o Ceará por dois mandatos consecutivos e foi eleito senador em 2022. Antes de assumir o mandato no Congresso, foi convidado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para comandar o Ministério da Educação, onde permaneceu por pouco mais de três anos.
Após deixar a pasta, retornou ao Senado. No Ceará, ele também está ajudando na construção da campanha do grupo e na reeleição do governador Elmano de Freitas (PT).
Nos bastidores, o nome do senador também aparece entre os mais cotados para coordenar a campanha de Lula no Ceará. No entanto, esse tema é tratado separadamente da liderança no Senado e ainda não está oficialmente definido.
O próprio presidente Lula, porém, já deixou claro que Camilo é um dos principais nomes do PT para ajudar na articulação política e eleitoral em todo o país.
“Ele vai ser um cabo eleitoral muito importante para a minha campanha, para a candidatura no estado do Ceará. Mas eu acho que o Camilo é uma liderança importante que precisa ser utilizada em nível nacional, para que as pessoas possam conhecê-lo melhor e para que a gente possa começar a criar novas lideranças em nível nacional”, disse Lula durante uma cerimônia.
A declaração ocorreu pouco depois de Camilo deixar o Ministério da Educação para reassumir o mandato de senador.

