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A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa presidencial de 2026 fortalece o senador cearense Camilo Santana, que ganhou espaço na condução política da campanha durante o segundo turno. Ao lado do presidente nacional do PT, Edinho Silva, o ex-ministro da Educação passou a dividir a coordenação-geral da candidatura e participou da reorganização da estratégia que levou o presidente à vitória sobre Flávio Bolsonaro (PL).
Camilo já integrava a estrutura nacional da campanha, mas dedicou parte importante do primeiro turno à eleição no Ceará, onde trabalhou pela reeleição do governador Elmano de Freitas (PT). Com a disputa presidencial encaminhada para uma nova votação, Lula decidiu ampliar a participação do senador cearense e de outros dirigentes na condução da campanha.
A mudança ocorreu depois de Flávio Bolsonaro terminar a primeira etapa da eleição à frente do petista. Com 99,99% das urnas apuradas, o candidato do PL havia alcançado 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula registrou 45,16%. O resultado levou os dois candidatos ao segundo turno, realizado em 25 de outubro.
A diferença nas urnas aumentou a pressão sobre a campanha petista e levou Lula a rever a organização da equipe. Em conversas com aliados e parlamentares em Brasília, o presidente demonstrou insatisfação com o desempenho da estrutura eleitoral e avaliou que a campanha estava aquém do potencial que esperava. Lula chegou a classificar a organização daquela disputa como a pior entre as campanhas presidenciais das quais participou desde 1989.
A entrada de Camilo na coordenação-geral ampliou sua participação nas decisões políticas da campanha. Até então, Edinho Silva concentrava a função. Com a mudança, os dois passaram a compartilhar responsabilidades, em uma estrutura que buscava distribuir tarefas e acelerar a articulação nacional durante o intervalo entre os dois turnos.

