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Caranguejos coletados em manguezais de Fortim, no litoral do Ceará, apresentaram concentrações de bisfenóis, substâncias químicas associadas a possíveis alterações no sistema endócrino. A descoberta faz parte de uma pesquisa conduzida por pesquisadores do Instituto de Ciências do Mar (Labomar) da Universidade Federal do Ceará (UFC), que utilizou os crustáceos como indicadores da exposição à contaminação ambiental.
O estudo identificou diferentes análogos do bisfenol, entre eles o bisfenol A (BPA), o bisfenol F (BPF) e o bisfenol C (BPC). Os níveis mais elevados foram registrados em Fortim, especialmente em exemplares da espécie Cardisoma guanhumi. No caso do bisfenol F, foram encontradas concentrações superiores a 200 mil ng/mL na hemolinfa dos animais.
Os resultados foram publicados na revista científica Marine Environmental Research. A pesquisa desenvolveu e aplicou um método para detectar os compostos na hemolinfa e na urina de duas espécies de caranguejo, permitindo avaliar a exposição dos animais aos contaminantes sem a necessidade de sacrificá-los.

