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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu que Aline Mota, a ex-secretária de Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, deverá comparecer na oitiva marcada na CPMI do INSS nesta segunda-feira (2/3). O magistrado decidiu também que ela poderá permanecer em silêncio durante questionamentos que possam autoincriminá-la.
A ex-secretária do empresário, que é indicado como um dos principais beneficiários do esquema de descontos associativos, será a única ouvida pela Comissão nesta segunda. Os outros dois depoimentos foram cancelados.
A comissão pautou a oitiva do presidente da Empresa de Processamento de Dados da Previdência Social (Dataprev), Rodrigo Ortiz D’Avila Assumpção. No entanto, o depoimento foi desmarcado por conta da viagem institucional do depoimento para participar da Cúpula de Impacto da Inteligência Artificial – Al Impact Summit e da Missão Estratégica em Inteligência Artificial – MESTRIA, na Índia.
Também estava marcada a oitiva do advogado Cecílio Galvão, que faltou à CPMI na semana passada e que, segundo a cúpula do colegiado, seria conduzido de forma coercitiva. O advogado, que teria recebido cerca de R$ 4 milhões de entidades investigadas, não foi localizado pela comissão.
Aline Mota entrou no radar da CPMI após o depoimento do empresário e ex-sócio do “Careca do INSS” Milton Salvador de Almeida Júnior, que disse em depoimento à CPMI que a secretária desempenhou funções administrativas importantes nas empresas do lobista.
A CPMI do INSS entra no último mês das atividades, caso não seja prorrogada. A comissão foi instalada em 20 de agosto de 2025 em meio aos desdobramentos políticos da operação Sem Desconto, e tem como prazo final o dia 28 de março.

