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PARA HUMANOS E ANIMAIS
A pele de tilápia poderá ser usada em larga escala como curativo biológico em uma parceria entre Universidade Federal do Ceará (UFC) e as empresas Biotec Solução Ambiental e Biotec Controle Ambiental, por meio do consórcio Biotec’s. O contrato foi assinado nesta semana.
O documento estabelece normas e obrigações para o direito exclusivo de uso, desenvolvimento, produção, exploração comercial e prestação de serviços relacionados à tecnologia, em especial a fabricação e comercialização de um kit de curativo biológico oclusivo e temporário no tratamento de queimaduras e feridas em humanos e animais.
Agora, é necessário constatar a eficácia do projeto e realizar um estudo clínico de alergenicidade, além da obtenção das aprovações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). As mesmas aprovações devem ser obtidas nos órgãos reguladores do uso do produto em animais.
O prazo máximo para início da comercialização do curativo é de cinco anos para humanos e de três anos para animais, devendo ser realizada a produção ou prestação de serviço em quantidade suficiente para atender à demanda do mercado. A vigência total do contrato é de 14 anos.
O licenciamento não impede nenhuma das partes de continuar a realizar pesquisas sobre a tecnologia, seja unilateralmente ou em parceria. Caso eventuais resultados alcançados configurarem um novo ativo intelectual, todas as partes poderão figurar como cotitulares dos direitos de propriedade. Se o resultado for uma melhoria adicional à tecnologia, os direitos permanecerão 100% com a UFC e os outros licenciantes.
SOBRE A PESQUISA
A pesquisa sobre o uso da pele de tilápia na medicina regenerativa começou a ser desenvolvida em 2015 pelos médicos pesquisadores Edmar Maciel Lima
Júnior e Marcelo José Borges de Miranda em parceria com a UFC, envolvendo equipes e instalações do Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos (NPDM) da universidade. Os médicos também são detentores dos direitos de titularidade da tecnologia.

