A defesa da ex-deputada federal Carla Zambelliacionará o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, no Tribunal Penal Internacional, conhecido como Tribunal de Haia
O processo deve ser apresentado em agosto e tem como objetivo denunciar o que consideram eventuais abusos no julgamento contra a ex-congressista bolsonarista.
O advogado Fábio Pagnozzi, que representa Zambelli no Brasil, também deve juntar ao processo outros casos do que considera ter havido um julgamento com irregularidades, como do blogueiro Oswaldo Eustáquio e do ex-assessor Eduardo Tagliaferro.
O Tribunal de Haia foi criado para julgar e prevenir crimes internacionais. Ele investiga e, quando justificado, julga indivíduos acusados dos crimes mais graves que preocupam a comunidade internacional: genocídio, crimes de guerra, crimes contra a humanidade e crime de agressão.
Zambelli aguarda o cumprimento de sua pena em liberdade, em Roma, na Itália, desde maio deste ano. A brasileira ficou quase um ano presa na penitenciária feminina de Rebibbia, nos arredores da capital italiana.
Em maio, a Corte Suprema de Cassação da Itália rejeitou a extradição no caso da condenação a 10 anos de prisão pela invasão dos sistemas do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).
O processo atual de extradição se refere à condenação de Zambelli por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo.
A Justiça da Itália analisa pedido do governo brasileiro para que a ex-parlamentar cumpra sua pena, de 5 anos e 3 meses de prisão, no Brasil.
O episódio ocorreu na véspera do segundo turno das eleições de 2022, quando a então deputada perseguiu, ameaçou e constrangeu um homem no bairro Jardins, em São Paulo (SP).

