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Dois novos casos de possível cura ou remissão sustentada do HIV foram anunciados durante a Conferência Internacional sobre Aids, realizada no Rio de Janeiro. Os pacientes, conhecidos como “Ascent” e “Kansas City”, permanecem sem carga viral detectável mesmo após a interrupção dos medicamentos antirretrovirais. Com os novos registros, chegou a 13 o número de pessoas no mundo que alcançaram esse tipo de remissão.
Os dois pacientes precisaram passar por transplantes de células-tronco para tratar doenças graves do sangue. Os doadores apresentavam uma rara mutação genética que dificulta a entrada do HIV nas células. Um dos pacientes está há 14 meses sem antirretrovirais e o outro, há 12 meses. Apesar dos resultados, o procedimento é complexo e não pode ser reproduzido como tratamento para milhões de pessoas que vivem com HIV.
À Veja, o infectologista Ricardo Sobhie Diaz, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), afirmou que esses resultados demonstram que “a cura do HIV é biologicamente possível”. Pesquisadores agora estudam maneiras de reproduzir os mecanismos responsáveis pela remissão sem a necessidade de transplantes, inclusive com combinações de medicamentos capazes de atingir os reservatórios onde o vírus permanece escondido no organismo.

