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Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou nesta sexta-feira (23), durante entrevista ao programa norte-americano Louder with Crowder, que é favorável a que o irmão, Flávio Bolsonaro (PL), deixe o Brasil caso seja derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial, marcado para domingo (25). O ex-deputado justificou a posição alegando preocupação com possíveis investigações contra o senador após a perda da imunidade parlamentar. A declaração ocorre em uma disputa acirrada: no primeiro turno, Flávio obteve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula.
Na mesma entrevista, Eduardo voltou a questionar a confiabilidade das urnas eletrônicas brasileiras, alegando que a ausência de uma contagem pública de cédulas de papel dificultaria a verificação independente dos resultados. Entretanto, a declaração não apresenta provas de fraude eleitoral. O sistema brasileiro dispõe de mecanismos de fiscalização, incluindo os Boletins de Urna, que permitem conferir os resultados de cada seção, e não há registro de fraude comprovada nas eleições com votação eletrônica, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A entrevista também ocorre em meio às consequências judiciais enfrentadas por Eduardo, que vive nos Estados Unidos desde 2025 e foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em junho de 2026, a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo, conforme as informações apresentadas no texto. A manifestação sobre uma possível saída de Flávio do pais representa a posição pessoal do ex-deputado, sem indicar que o senador tenha tomado essa decisão. O episódio amplia a tensão politica na reta final da campanha presidencial.

