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O vereador do PL que acusa o padre Julio Lancellotti de heresia, militância político-partidária e de desviar dinheiro da Paróquia de São Miguel Arcanjo, na Mooca, pede que o pároco seja excomungado e perca o status de padre. A denúncia foi apresentada por Thomaz Henrique, vereador de São José dos Campos, à Arquidiocese de São Paulo na quinta-feira (7/5).
Segundo a representação do político do PL, Julio
Lancellotti usou recursos da paróquia na Mooca para pagar despesas de um processo judicial de natureza particular. A denúncia refere-se ao processo de difamação movido pelo padre contra a vereadora Janaina Ballaris (União) em 2024.
No documento, o vereador alega que, em fevereiro de 2025, o padre pagou uma guia do Documento de Arrecadação de Receitas Estaduais (DARE) no valor de R$ 450 utilizando a conta corrente da paróquia.
Em outubro daquele mesmo ano, a ação foi rejeitada.
Segundo a denúncia, Julio Lancellotti teria pago, em seguida, taxa de R$ 1.200, também com o dinheiro da paróquia, para entrar com uma apelação.
A representação alega que esses atos configuram crime de apropriação indébita e um ilícito canônico, já que recursos destinados à caridade e à manutenção da igreja teriam sido desviados para o interesse privado do sacerdote. O vereador anexou os comprovantes bancários das transferências no documento.
Thomaz Henrique também acusa Julio Lancellotti de heresia e militância político-partidária. Segundo o vereador, o padre mantém atuação fortemente ligada a partidos de esquerda como o PT, o PSol e o PCdoB, além de ter participado de manifestações pró-Palestina e protestos contra a anistia dos presos pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro.
Em relação à heresia, a denúncia tem como base declarações feiras pelo padre durante uma aula aberta na Pontifícia Universidade Católica (PUC) em 2025. Na ocasião, Julio Lancellotti teria afirmado que “Jesus também não era católico” e que o “Catolicismo foi inventado depois, por Constantino [imperador romano].”

