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O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, publicou em 2017 uma biografia sobre Jair Bolsonaro na qual defende posições do pai e apresenta opiniões próprias sobre temas políticos e históricos. Segundo a Folha de S.Paulo, no livro ele nega que tenha ocorrido um golpe militar em 1964, elogia o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra e manifesta desconfiança em relação às urnas eletrônicas.
Em um dos trechos, Flávio afirma que os militares deveriam ser tratados como “heróis nacionais” e questiona a atuação da Comissão Nacional da Verdade. Sobre Ustra, citado no voto de Jair Bolsonaro no impeachment de Dilma Rousseff, o senador escreve que o coronel era “um homem correto, íntegro, que cumpriu seu papel de defender a pátria”. O livro também registra apoio à atuação dos policiais envolvidos no massacre do Carandiru.
Ao tratar das eleições, Flávio afirma na obra que as suspeitas sobre as urnas eletrônicas aumentaram com o tempo e defende a adoção do voto impresso. A assessoria do senador disse à Folha que o livro apresenta valores que também são dele, como a defesa da democracia, da família e das liberdades. Em nota, a equipe ainda comparou as posições atribuídas a Flávio com declarações antigas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

