A família do ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), tenente-coronel Mauro Cid, afirmou em depoimento à PF (Polícia Federal) que a defesa do ex-presidente ligou para a filha do delator da ação penal que apura uma tentativa de golpe de Estado no país.
“No ano de 2023, provavelmente nos meses de agosto e setembro, o advogado Fábio Wajngarten me telefonou diversas vezes. Eu não atendia essas Ligações. Atendi a ligação, após pedido de minha filha […] que era alvo de ligações constantes e insistentes por parte dele”, afirmou a Gabriela Cid, esposa do ex-ajudante de ordens.
À PF, a mãe do delator, Agnes Barbosa Cid disse que foi procurada em três ocasiões, entre agosto e dezembro de 2023, pelo advogado Eduardo Kuntz.
Segundo ela, na primeira e terceira vezes, ele foi sozinho à Hípica, em São Paulo, onde a filha de Cid competia. Na segunda, o advogado estava acompanhado de Paulo Bueno, defensor de Jair Bolsonaro.
“Essas tentativas de aproximação eram muito constrangedoras, porque eu sabia o que eles queriam, basicamente, que trocássemos de advogados e que fossem todos ligados a uma única defesa”, relatou.

