A família da menina de 10 anos internada em Natal com suspeita de infecção relacionada ao suposto uso de um detergente da marca Ypê cobra respostas das autoridades de saúde sobre a origem da bactéria que atingiu a criança.

Segundo os parentes, os sintomas começaram após a menina lavar as mãos utilizando o produto enquanto tinha um pequeno corte na pele. Desde então, ela passou a apresentar manchas pelo corpo, falta de ar, coceira e dificuldade para andar.
“Ela tinha um pequeno corte na mão. A mãe mandou ela lavar as mãos para almoçar e, depois disso, começou toda a intoxicação. A gente quer saber qual é essa bactéria e se realmente veio do sabão”, afirmou um familiar durante entrevista.
A criança está internada há mais de uma semana e segue sendo acompanhada por equipes médicas. De acordo com os parentes, a menina faz uso de antibióticos, antialérgicos e medicações para controlar os sintomas.
Mãe relata desespero
Durante entrevista à TV Tropical, a mãe da criança disse estar angustiada diante da falta de respostas sobre o quadro clínico da filha.
“Ela nunca teve histórico de alergia, era uma menina saudável. Agora apareceu isso. Sou uma mãe desesperada”, declarou.
A mulher também afirmou que aguarda uma transferência hospitalar por meio da regulação estadual.
Caso é investigado
A suspeita da família surgiu após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgar um alerta envolvendo lotes de detergentes da marca Ypê, investigados por possível contaminação microbiológica. Segundo os familiares, o detergente utilizado pela menina segue guardado e pode passar por análise.
A criança foi atendida inicialmente em diferentes unidades de saúde antes de ser internada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Pajuçara, na Zona Norte de Natal. Posteriormente, ela foi transferida para o Hospital Infantil Varela Santiago. De acordo com os médicos, a paciente apresenta uma infecção bacteriana, mas ainda não há confirmação oficial sobre a origem do problema.
Empresa se manifestou
Em nota, a Ypê informou que os lotes considerados fora do padrão foram identificados pela própria empresa durante procedimentos internos de controle de qualidade. A companhia afirmou ainda que os produtos com irregularidades são separados e destruídos, além de destacar que segue colaborando com a Anvisa e com as investigações.
A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) informou que acompanha o caso junto à vigilância epidemiológica. Já a Secretaria Municipal de Saúde de Natal declarou que a paciente recebeu toda a assistência necessária durante o atendimento.

