A corrida eleitoral para a presidência da República em 2026 já movimenta o cenário político brasileiro, com pré-candidatos se posicionando e partidos avançando em definições internas. Entre os destaques, o senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que, caso seja eleito, pretende consultar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, na tomada de decisões, mas reforçou que a candidatura é dele. Em agenda internacional, Flávio está no Texas, Estados Unidos, onde participa da conferência Cepac.
Em entrevista, o parlamentar ressaltou o simbolismo da família Bolsonaro em um eventual novo mandato. Segundo Flávio, “se vencer as eleições, Jair Bolsonarovai subir a rampa do Palácio do Planalto ao lado dele”. O senador ainda mencionou que o ex-presidente, no momento, não tem condições sequer de “assumir um carro”, mas manifestou a expectativa de que, “se Deus quiser, ele vai subir a rampa junto comigo”, caso a vitória seja confirmada. Flávio Bolsonaro também fez críticas ao que classificou como injustiça contra o pai e outros brasileiros que, segundo ele, seriam perseguidos políticos.
No PSD, a disputa para a escolha do candidato à presidência segue acirrada entre o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. O presidente do partido, Gilberto Kassab, se reuniu com ambos nesta semana e o anúncio oficial do nome escolhido deve ocorrer até a próxima terça-feira. A candidatura de Caiado é considerada favorita dentro da sigla. O governador goiano afirmou estar pronto para a disputa: “Eu estou preparado. Eu estou ali esperando ser escalado, estou pronto para jogar”.
Caiado defendeu o fim da polarização política e sugeriu a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro como forma de pacificar o país. “Olha que será o meu primeiro ato. Anistia plena, geral e restrita. Acabou. Não vai se discutir mais”, declarou, ao citar que o tema domina o debate nacional há mais de três anos.
Outro nome que se apresentou como alternativa ao cenário polarizado foi o ex-ministro Aldo Rebelo (DC). Em agenda em São Luís, ele criticou a divisão política atual e afirmou: “O povo quer polarização nenhuma. O povo quer resolver os problemas. O que é que nos une? É oferecer o consumo, tá certo?”.
Nos bastidores do Executivo, o vice-presidente Geraldo Alckmin anunciou que deixará o Ministério da Indústria e Comércio na próxima semana para se dedicar às eleições. Já Simone Tebet, chefe do Ministério do Planejamento, oficializou filiação ao PSB para concorrer a uma das duas vagas ao Senado por São Paulo. Segundo a legislação eleitoral, governadores, prefeitos, ministros e secretários que desejam disputar outros cargos devem renunciar até o dia 4 de abril, exatamente três meses antes do primeiro turno.

