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O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou neste domingo (2) que aceitará o resultado das eleições de 2026. O senador disse que disputará o pleito com as regras atuais e afirmou esperar que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atue de forma “imparcial“, em referência às críticas que a direita faz à atuação da Corte nas eleições de 2022.
“Eu vou aceitar, vou concorrer com essas regras. E eu tenho certeza que o TSE, diferente de 2022, vai ser um TSE imparcial e que vai tomar todas as providências para que essa eleição ocorra com mais segurança e mais transparência”, declarou ao programa Canal Livre, da Band News.
A declaração foi dada após Flávio ser questionado sobre o encontro com embaixadores e diplomatas estrangeiros. Na reunião, ele repetiu uma informação falsa já desmentida pela Justiça Eleitoral e voltou a levantar dúvidas sobre o sistema eleitoral. O senador afirmou que as urnas eletrônicas brasileiras teriam a mesma origem das utilizadas pela empresa venezuelana Smartmatic.
Desde 2020, o TSE afirma que a Smartmatic não fornece urnas nem softwares utilizados no sistema eletrônico de votação brasileiro. Segundo a Corte, as urnas foram desenvolvidas pela própria Justiça Eleitoral e são produzidas por empresas contratadas por meio de licitação pública.
Na entrevista, o candidato afirmou que sempre defendeu mais mecanismos de fiscalização do processo eleitoral, mas negou estar contestando as urnas eletrônicas.
“O que eu sempre pedi e foi o que [Jair] Bolsonaro sempre pediu, foi mais segurança e transparência”, disse.
Flávio também afirmou que, ao discursar para os diplomatas, apenas relatou questionamentos envolvendo o processo eleitoral venezuelano e defendeu a presença de observadores internacionais nas eleições brasileiras.
Durante a entrevista, o senador voltou a criticar a atuação do Tribunal Superior Eleitoral nas eleições presidenciais de 2022, quando o Partido Liberal foi condenado ao pagamento de uma multa de R$ 22 milhões após apresentar uma ação para contestar parte do resultado das urnas eletrônicas.
Em 2026, o TSE é presidido pelo ministro Kassio Nunes Marques, indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. O vice-presidente da Corte é o ministro André Mendonça, também nomeado pelo pai de Flávio.

